domingo, julho 27, 2008

Homo sapiens vs. Seleção Natural

"O mais adaptado sobrevive e reproduz mais."
Isso basicamente resume o conceito de seleção natural, ou como gosto de chamar, lei da selva.

Essa misteriosa força, que obriga todos os seres vivos à evoluir e se adaptar ao meio que vivem, e os que não coseguem tal adaptação, simplesmente deixam de existir, esse grande vestibular que é mais criterioso que o próprio Cespe encontrou um adversário à sua altura, ninguém menos que todos nós, seres humanos.

Não somos os mais fortes e nem os mais rápidos, numa batalha entre um felino de grande porte e um humano, o resultado é certo, o felino vai degustar um filé de carne humana, entretanto, os felinos não dominam o mundo, mas nós sim. Nosso polegar oponível, alto volume cerebral, postura bípede, um estômago que encara tudo e vida em sociedade, podem ser considerados os principais fatores para o triunfo sobre a lei da selva.

O polegar oponível nos permite o manuseio de ferramentas, a postura bípede é ideal para que o sangue fique na temperatura ideal para o cérebro, um sistema digestório que suporta desde grilos, ovo podre, peixe cru, queijo fungado, buchada de bode ou até um simpático escargot (ou seja lá como se escreve), um cérebro super desenvolvido que nos dá racionalidade e a vida em sociedade, responsável por nossa cultura.

A tendência para vertebrados que vivem em sociedade é desenvolver uma cultura e provavelmente a racionalidade, basta observar alguns golfinhos ou outros primatas, que quem sabe num futuro próximo eles sejam rivais à nossa altura.

Imagine aquela cena clássica de uma leoa caçando uma zebra que está tomanda água, numa savana africana. A zebra pode até conseguir escapar, mas imagine que ela seja surda, ou só consiga ouvir sons relativamente altos, e que para escapar do ataque da Leoa as zebras dependam da audição, o resultado é claro, a zebra já era!
Agora imagine um gavião cego. Será que ele conseguiria caçar? Seria meio difícil. E se o gavião fosse míope? Ele também teria dificuldades!

Mas onde quero chegar com essas suposições acima? À nós é claro, alguns problemas como os citados acima, são comuns em nossa espécie, entretanto problemas como esse são fácilmente resolvidos, e aquele que possa apresentar algum problema, é capaz de competir de igual para igual com uma pessoa sadia.

Numa eventual falta de alimento (vai que do nada o tradicional arroz e feijão acaba de uma hora pra outra), como já disse, nosso estômago encara tudo, até aquele P.F. de beira de estrada, comida alternativa não nos falta, por mais estranha que seja. No Nordeste brasileiro por exemplo algumas pessoas chegam a comer carne de calango por não ter outra alternativa.

Esses são alguns dos meus argumentos principais quando digo que a seleção natural encontrou um adversário à altura. Mas é bem verdade que não temos resposta para tudo, mas temos a capacidade para descobrir. Ainda não podemos nos considerar vitoriosos contra a seleção natural, ainda existem problemas como a fome (em regiões como áfrica e o próprio nordeste brasileiro) e o câncer. Mas futuramente, quando não mais houver seleção natural, ao menos para nós humanos, provável que apareça outra lei responsável pela ordem natural, ou artificial, da vida.

sábado, julho 26, 2008

O recesso chega à seu fim!

As aulas na Católica têm seu reinício essa segunda, continuando meu anseio pelo canudo, vou pegar 7 matérias novamente e provavelmente mais uma, ainda não sei se do curso de farmácia ou ciências da computação.

As prantinhas continuam a me perseguir, nunca vi, pra que tanta matéria sobre vegetais? A árvore a ser derrubada dessa vez será Sistemática vegetal I, não dá nem pra considerar como árvore, só tem alga naquela matéria. Dizem que alga não é planta, mas na minha definição é, “é verde e faz fotossíntese, então é planta”. A única parte boa são os cladogramas (cladogramas são aqueles diagramas que contam a história evolutiva de determinado grupo de organismos) e mesmo assim, um cladograma de planta deve ser algo meio tosco.

Entretanto, as algas não são minha principal preocupação, existem pelo menos 3 matérias de importância considerável para meu real futuro acadêmico, genética, biologia molecular e biofísica, dentre as três vou me dedicar mais para biologia molecular, já que as outras duas envolvem cálculos e/ou probabilidade, áreas que tenho uma considerável facilidade.

Tenho uma teoria que diz que o semestre acaba como começa, semestre passado foi assim, comecei desleixado e terminei desleixado. Esse semestre eu queria voltar a ter responsabilidade no meu sobrenome, como era no primeiro e no segundo semestre, mas vai ser complicado. Porque o Porão tinha que ser justo na semana de início das férias?